(Fmp 2013)
O chumbo é um metal pesado que pode contaminar o ar, o solo, os rios e alimentos. A absorção de quantidades pequenas de chumbo por longos períodos pode levar a uma toxicidade crônica, que se manifesta de várias formas, especialmente afetando o sistema nervoso, sendo as crianças as principais vítimas. Sendo o número atômico (Z) do chumbo igual a 82, o íon plumboso (Pb+2) possui os elétrons mais energéticos no subnível
Primeiramente nós precisamos da distribuição eletrônica do Pb+2.
Para obtê-la é muito simples, basta seguirmos o diagrama de Pauling (dita a ordem de disposição dos elétrons na eletrosfera)
Segundo a questão, o chumbo neutro tem 82 prótons.
Mas nós sabemos que a distribuição eletrônica dispõe os elétrons nos níveis e subníveis atômicos, não tem nada a ver com prótons, e nós só temos o número atômico.
Sem problema, no átomo neutro a quantidade de elétrons é igual a quantidade de prótons1, logo ele tem 82 elétrons (desconsidere a carga por enquanto, primeiro nós fazemos a distribuição do átomo neutro).
Agora é só seguir a seta do diagrama e preencher os subníveis até atingirmos a quantidade desejada de elétrons, veja: os 2 primeiros estão localizados em 1s
82Pb = 1s2
depois temos o subnível 2s, portanto temos mais 2 elétrons
Mas o que a questão realmente quer é o subnível dos elétrons mais energéticos.
O diagrama de Pauling além de fornecer a ordem de preenchimento dos níveis e subníveis fornece a ordem crescente de energia, ou seja, o subnível 3s é mais energético que 2p, 2p é mais energético que que 2s, 2s é mais energético que 1s e assim por diante
Os elétrons mais energéticos sempre se encontram no último termo da distribuição eletrônica do elemento, considerando que ela segue o diagrama de Pauling, que por sua vez é o subnível mais energético